Soninha é pré-candidata à prefeitura de São Paulo
19 - 08 - 2011
Sonia Francine Gaspar Marmo, ou simplesmente Soninha, é pré-candidata à disputa da prefeitura de São Paulo nas eleições do próximo ano pelo PPS. Esta semana, ela esteve em visita ao jornal Gazeta do Ipiranga, acompanhada do presidente do Conselho de Segurança (Conseg) do bairro, o empresário Sérgio Yamada, e de Angelo Costacurta, que é assessor direto do presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire.
Sincera, ela disse que não é cedo para falar da sucessão do chefe do executivo municipal da maior cidade do país – em outubro de 2012 -, mas é proibido aparecer como candidato, por conta da legislação eleitoral. “Só em julho do próximo ano é que direi se serei candidata ou não, mas estou trabalhando em torno de um eixo central que consiste na redução das desigualdades sociais em São Paulo”, destacou. Ela comentou, ainda, que sua plataforma de trabalho será focada no fim da segregação da própria cidade, exemplificando arranjos informais de creches inadequadas para as mães que trabalham bem longe onde moram.
Na avaliação de Soninha, nada funciona de forma eficiente. Ela admite que terá muito trabalho na área do transporte – devido ao trânsito caótico -, além da saúde e da educação. Na esfera pública, precisamente com os servidores municipais, Soninha afirmou que desenvolve um projeto visando ao empreendedorismo das ações e que, mais adiante, poderá fornecer maiores detalhes desta iniciativa que dará o que falar no serviço público. A ex-vereadora também mostrou-se antenada em projetos voltados para o incentivo da economia na periferia da cidade.
Em termos de alianças políticas, Soninha adotou um discurso mais prudente e preferiu não tecer comentário algum sobre o que considera futurologia eleitoral. Para Soninha, que é usuária de todo o sistema público, a cidade poderá ter – caso sua candidatura seja concretizada – uma pessoa que realmente conhece as dificuldades dos cidadãos. Questionada sobre outro tipo de candidatura, como, por exemplo, para vereadora ou deputada, ela disse que seus projetos estão voltados para o poder executivo e que o legislativo foi importante para um aprendizado, mas que agora não tem pretensões nesta área, a não ser o Senado da República, embora considere algo ainda distante.
Outra bandeira de luta de Soninha nas próximas eleições está ligada a uma participação maior das mulheres na política. Ela admite que o atual quadro político brasileiro é difícil de se renovar, mas isso não impede de tentar. “Na próxima eleição, o número de mulheres será maior porque a legislação mudou, ou seja, 30% das candidaturas serão femininas”, frisou Soninha, que tem feito palestras, participado de cafés da manhã e de encontros com lideranças femininas.
Histórico – Soninha é formada em cinema pela Escola de Comunicação e Artes (Eca) da Universidade de São Paulo (USP). Nos anos 90 trabalhou como assistente de produção, coordenadora de produção, diretora e redatora da MTV, mas logo em seguida passou a apresentar programas na emissora. Ela também trabalhou na TV Cultura, foi colunista do jornal Folha de São Paulo e comentarista esportiva da ESPN Brasil. É mãe de dois filhos, foi vereadora e subprefeita da Lapa.
Texto: Elias Luz