Brasil atinge R$ 1 trilhão em arrecadação de impostos
16 09 2011
O impostômetro instalado na Associação Comercial de São Paulo atingiu à cifra de R$ 1 trilhão esta semana. A fúria da arrecadação de impostos nas esferas federal, estadual e municipal foi registrada às 11h30 da última terça-feira, 13, na rua Boa Vista – Centro de São Paulo – em um evento que reuniu dezenas de empresários e diretores de todas as 15 distritais da Associação Comercial de São Paulo.
A cada ano a marca de R$ 1 trilhão é atingida mais cedo. A partir de 2008, o impostômetro passou a registrar a cifra de R$ 1 trilhão antes de o ano acabar, sendo atingida em 13 de dezembro. Em 2009, este valor astronômico foi alcançado em 6 de dezembro. Ano passado, a antecipação se deu no dia 18 de outubro. Já este ano, esta antecipação superou todas as expectativas, com 35 dias a menos, sendo registrada esta semana. O impostômetro foi utilizado, pela primeira vez, em 2005.
Na avaliação do presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, o impostômetro tornou-se um marco para chamar a atenção da população sobre o apetite arrecadador de todas as esferas de governo, principalmente o federal, que fica com 70% deste montante, seguido pelos estados com pouco mais de 20% e os municípios com menos de 10%, cada. “É um exagero essa quantidade de impostos pagos no Brasil, que, por outro lado, não tem serviços públicos de qualidade – sem saúde, sem educação e segurança”, disse Amato.
Quem quiser ficar mais atento a todas as notícias relacionadas ao impostômetro é só acessar ao sítio www.impostometro.com.br. A gestão técnica é oriunda de uma parceria entre a Associação Comercial de São Paulo e o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que é composto por economistas, contadores, administradores e advogados que atuam na área de tributação. No portal é possível conhecer mais sobre como funciona os impostos e tributos no País.
Com a calculadora de nome Tirano Tax, o contribuinte fica sabendo quanto paga de imposto por dia. Já com a calculadora chamada de Tribuloso, fica fácil saber quantos dias são necessários trabalhar para pagar impostos. Por meio do Infotário, o contribuinte vai se deparar com as curiosidades sobre a tributação, modelos de arrecadação – tudo de forma descomplicada. De acordo com o coordenador do IBPT, Gilberto Amaral, este portal é o que detém o maior número de informações tributárias. “O portão foi desenvolvido com uma linguagem para o cidadão comum”, acrescenta Amaral.
A partir de agora, o foco dos empresários ligados à Associação Comercial de São Paulo está voltado para o Projeto de Lei (PL) n° 1.472/07, que está na Câmara Federal aguardando votação. Por este PL, todos os impostos pagos em qualquer produto ficam registrados na nota fiscal entregue ao consumidor. “A ideia é mostrar ao público o tamanho da mordida dos impostos”, complementa Rogério Amato. Há, ainda, o Movimento Hora de Agir, que mostra toda a indignação da sociedade com o pagamento de impostos (www.horadeagir.com.br).
Tanto Rogério Amato quanto Gilberto Amaral concordam que o País não tem fôlego para mais um imposto, nem tampouco para a volta da Contribuição Provisório sobre Movimentação Financeira (CPMF), cuja alíquota era de 0,38%. Segundo Gilberto Amaral, quando o impostômetro foi instalado pela primeira vez, apenas 30% dos contribuintes conheciam os sistemas de arrecadação. Hoje, este número supera os 70%. Entre os impostos e contribuição mais nocivos para os brasileiros, os destaques são Pis, Cofins, ICMS, IPI e as taxas pagas ao INSS. Quem esteve presente ao ato de R$ 1 trilhão foi o ex-senador Jorge Bonhausen, que desfiliou-se do DEM. Na época em que CPMF foi criada, no governo Fernando Henrique Cardoso, ela era da base do governo, mas votou contra o projeto.