Mesmo com crise, a maioria dos varejistas aposta em boas vendas
 
07 10 2011
 
A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o Dia da Criança 2011, divulgada pela entidade, apurou que 53% dos varejistas de todo o País esperam aumentar o faturamento na data, na comparação com igual período de 2010. No ano passado, 57% dos entrevistados manifestaram essa mesma opinião. A pesquisa entrevistou 1.015 varejistas em todo o País, no período de 1º a 12 de setembro. 
Na avaliação dos especialistas da Serasa Experian, a redução dos otimistas, sobre o Dia da Criança do ano passado, deve-se ao ambiente macroeconômico distinto entre as datas. Em 2010, a economia brasileira crescia vigorosamente e este ano há muitas preocupações no cenário: inflação, recente valorização do dólar e incertezas globais diante das crises dos Estados Unidos e países da Europa. Esses fatos parecem que se sobrepõem ao novo ciclo de queda dos juros básicos do País e fazem com que os varejistas adotem a cautela.
Segundo pesquisa, os varejistas do Centro-Oeste ocupam a segunda colocação entre os mais otimistas, com 57% do total. Os mais otimistas são os do Nordeste, com 59%. Foi apurado ainda que as grandes empresas de varejo estão mais otimistas, o que, segundo os economistas da Serasa Experian, deve-se à característica dos negócios que oferecem melhores condições de financiamento nesse período de juros e riscos ainda elevados.
Nos brinquedos, os itens que devem ter maior saída são as bonecas da linha Barbie, para as meninas, e os carrinhos e pistas Hot Wheels, para os meninos. O tíquete médio costuma ser de R$ 50 e a maior parte dos clientes está pagando com cartão de crédito. A
movimentação de adultos e crianças na loja já cresceu devido à proximidade do Dia da Criança. Muitas pessoas preferem comprar antecipadamente o brinquedo para evitar a correria e o tumulto da véspera da data.
Conforme a pesquisa da Serasa Experian, para os varejistas, 70% dos presentes neste Dia da Criança serão brinquedos, vindo em seguida celular e smartphone (9%), eletrônicos (7%), roupas, sapatos e acessórios (5%), jogos eletrônicos (5%), produtos de informática – tablets, notebooks, computadores (2%), chocolates e doces (1%) e artigos esportivos (1%).
Quanto às vendas, a expectativa é de que os números de 2010 sejam superados em 14%, porém, a alta do dólar ainda é um temor dos consumidores, sobretudo para os que pensam em comprar eletroeletrônicos. Assim como nos últimos anos, a venda pela internet continuará em crescimento. As formas de pagamento irão variar. A compra à vista, com dinheiro, deve despontar, seguida de cartão de crédito (opção número um para compras a prazo) e cheque. O desempenho dos varejistas será uma indicação de como o mercado se comportará no final do ano.
 
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